sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

SEXy

Queria poder tocar a carne fria
E provocar-lhe calor.
Segurar pele com força contra mim.
Mudar de posição inesperadamente,
Sentir o suor numa cara diferente...
Ouvir gemer no meu ouvido,
Usar unhas e língua nas costas.
Puxar sexualmente o pescoço.
Encontrar-me nas coxas,
E ver sem força para manter os olhos abertos.
Sentir que queria mais,
E num minuto dar tudo!
Usar a velocidade e a intensidade ao meu dispor,
Beijar como nunca o fizeram,
Passar a mão com sensualidade,
Em tudo o que é tudo o que quero.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ponto de canto!

Estava ela segura e serena no seu cor-de-rosa a um canto do café. Consumia coisas ilustres no seu alto saber divino. Notava-se que esperava por alguém. Olhava no nada em busca de algo que mostrasse o seu estilo esbelto.
No peito trazia a falta de ar. Nos olhos o carinho de seres pequenos e mágicos.
Pensava em ler algo belo. Em absorver alguém. Queria ser amada pelos estranhos. Mas sentia que não estava ali, naquele café que parece uma sala de hotel.
Sentia apenas o aroma a chá verde. A pele macia nunca devidamente tocada. O caracol no cabelo, pousado sobre o seu ombro. Imaginava que tinha uns olhos e uns lábios que gostava. Apreciaria ser sempre como ela, recordando a mulher do autocarro que se despiu ficando em beleza de porcelana. A porcelana que ela odeia.
Pensei, por momentos, em me levantar e sair gritando algo estranho para o meio do transito. Senti uma agonia.
Afinal era eu, como sou, mas não como me vêem...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Momento sentido...

Angel Song - Silence4

This is me with another nervous breakdown
My pressure dropped, this body went with it
Memory fails, I'm feeling claustrophobic
I scream my silent pain in this big plain
There's no one here
Tell me who is there now
Who is there with you

I'm taking no calls unless it's her voice
I'm seeing no one unless it's her
I open the mailbox every hour
Maybe I'll hit the postman
I want to hear some love words
But not it that dyslexic voice
No I won't tear apart for you
But I was given no choice

I guess I was trying to keep me alive
But once I was dead there was nothing to do beside
Picking me up and lying me down
Waiting for some angel
To wake me and say to me
"Hello. Don't be scared. I want you to know, you're not dead."

Kiss me, is this a dream?
Should I believe it?
Please promise to me that I'm not going to get hurt this time.

Am I too good for you, am I just paranoid?
Should I clinical ou should I speak louder?
Maybe I should close my eyes for years
And wait for the strongest feeling
Out of all of the feelings
to raise
from
you.

Am I real? Are you real? Is this real? What's real?
Am I real? Are you real? Is this real?

Tell me, what's real

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Intensificar!

Na minha vida tenho tudo mais conciso.
Os meus amigos estão ainda mais perto, o trabalho mais presente, o facto de ser directa está agora disponível e ainda tenho amores pequenitos a ficarem colados a mim.
Estou mais aberta a coisas novas, a aventuras e a passeios.
O cansaço é imenso, não tenho falado noutra coisa, mas o amor por mim apareceu, e não tenciono tira-lo tão cedo...

Ao mirtilo quero dizer que o amo, ao anão zangado que o amo como sempre, ao chocolateiro, que babei quando mencionou "amiga", à minha estrelinha que tenho saudades e aos pedaços de milho pelo pais, por favor acordem, eu não sou inatingível.
Ainda quero dizer que os meus amores rurais que estão presentes todos os dias e morro com a distância.

A alguém antigo, tenho medo. A alguma loucura, já não sei se repetia. A alguma promessa, tenciono cumprir. Simplesmente estou a ser eu.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Alma de neve

Este fim-de-semana foi realmente bom. A montanha estava cega, mas os acontecimentos foram em derrocadas brutais.
Sinto um enorme cansaço mas um excelente calor humano dentro de mim.
Alguns erros, algumas coisas que não deu tempo para serem cumpridas, mas abraços e loucuras que jamais vou esquecer. Viva a confusão da minha alma...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

33 relógios biológicos

eu fui devagarinho, com medo de falhar
nao fosse esse o caminho certo para te encontrar
fui descobrindo devagar cada sorriso teu
fui aprendendo a procurar por entre sonhos meus
eu fui assim chegando, sem entender porque
(...)
a gente finge mas sabe o que não verdade
foge ao vazio, enquanto brinda, dança e salta
(...)
eu fui entrando pouco a pouco, abri a porta e vi
que havia lume aceso e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir que foi este sabor
que a vida inteira procurei entre a paixão e a dor

Lili... Liliana... Liliane... tia... tantas formas de dizer "Olá"!
Mimo, dança comigo, ajuda-me, anda à casa de banho, quê isso, não vás embora, manha trazes um jogo, dá-me uma caixinha de papel, faz-me um coração...
Coisas tão simples!
Nunca imaginei que fosse assim, papel e caneta ou mesmo um sorriso bastam para por pedaços de Mundo na linha.Três dias de vida intensa. Exaustão e amor...
Estou apaixonada, verdadeiramente apaixonada pelos meus meninos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Todos os nomes

Foi um dia em grande. Provei a mim mesma que sou capaz de muita coisa. Permiti-me saber o meu valor e ter noção que o facto de não me ter descoberto na infância, faz de mim curiosa em aprendê-lo agora, ensinando coisas aos pequenos grãos do Mundo.
Foram muitos nomes e experiências partilhadas por entre choro, sorrisos e rabinhos virados para o ar!
As crianças são realmente o melhor da vida, tenho pena dos que delas não gostam nem tentem gostar.
Vou sair grande, com dois metros de altura, mas espero sobretudo fazer crescer sementes.
Dia intenso para mim, que desconhecia uma fatia do meu ser!
Feliz... Intensamente feliz porque agora eu sei.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Agonia

É sensato sentir alguma agonia dentro de mim, são muitas viragens ao mesmo tempo, muitas questões que não podem ser faladas... não por falta de confiança, mas porque são pessoais e passageiras. No entanto, de momento, só queria um lugar onde me pudesse aninhar e chorar incessantemente. Aliviar a alma de magoas e sentimentos não falados ou compreendidos.
Não é um estado de depressão nem nada semelhante em anáforas e comparações, é um pequeno grande aperto de ansiedade, que não é sufoco, é cansaço.
É um dia vulgar de aperto e solidão. É um suspiro de tristeza que vai com o chuveiro da cara, com a dor no pescoço, com os restos de tudo. É o sentir amor imenso e nenhum por alguém que merecia muito mais, mas sem ser casamento das partes, dos abraços e dos beijos.
Só um beijo longo nos lábios fofos e uma noite de carinho ao dormir abraçados. Apenas um sentir que se sente como um prazer inédito de estar nas costas e sentir que sou parte do mundo, como o sono é parte de nós.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Em vão - FLorbela Espanca


Passo triste na vida e triste sou,

Um pobre a quem jamais quiseram bem!

Um caminhante exausto que passou,

Que não diz onde vai nem de onde vem.


Ah! Sem piedade, a rir, tanto desdém

A flor da minha boca desdenhou!

Solitário convento onde ninguém

A silenciosa cela procurou!


E eu quero bem a tudo, a toda a gente...

Ando a amar assim, perdidamente,

A acalentar o mundo nos meus braços!


E tem passado, em vão, a mocidade

Sem que no meu caminho uma saudade

Abra em flores a sombra dos meus passos!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Estado febril



No dia de hoje pude relembrar o que é sentir o meu corpo bambo, a cabeça pesada mas a flutuar no ar, dificuldade de focar o horizonte e as pernas a tremer. Não deixei de fazer o paralelismo entre a doença e o amor.

Em ambos os estados temos sempre a tendência para divagar noutros mundos, por mais que os pés estejam na terra, por mais que a nossa vontade seja de estar cá. Mas se o amor demora a passar, é a febre que nos faz sentir longe e delirar.

Antes a doença que o médico ajuda a curar, que um amor estranho que custa a passar!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Nuvem de pensamentos!

Sou filha perdida do mundo,
Paz dos que se encontam sob a terra,
Alma dos que se ausentam...
E miserircódia dos que estão longe!

Sou apenas a planta esquecida à janela,
A areia que todos pisam sem saberem,
O tempo que busca a sabedoria,
E o mar dos que não sabem nadar.

Recordações tenho eu mil e quinhentas...
Saudades? Nem por isso.
Antes um pão com chouriço!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Árvore branca, árvore castanha

Gosto de sentir na pele o toque de ser livre, poder ter o vento nos lábios com sabor a mirtilo e memorizar o odor da terra molhada!
Acho incrivel esta minha natureza humana que emana dos meus poros ainda encardidos, esperando a renovação da água fresca.

Mantenho-me bem, sem ser necessário utilizar as forças da luz para seguir a estrada batida por tantos pisada. Mesmo sendo mestre de mim, eu sou ferida escondida e aberta. Queimo como as velas sobre papel velho e mal tratado, sou fresca como as lágrimas da morte, sou fluida como um kocas solto na mata, mas sou sobretudo essência do meu saber terreno.

Dona de imensa e profunda bagagem celestial e um eterno mapa perdido no chão de madeira com brilho opaco, eu sou apenas mais uma que quer morrer por ser preciso, mas nunca por chegar ao fim.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Per Sonare Into Legere


Gosto de estar no silêncio para poder depois aparecer, para ecoar nas pessoas e para que me saibam ler nas entre linhas.
É excelente do nada descobrirem quem realmente sou, sem eu ter a necessidade de provar as minhas atitudes. Sou simples na minha complicação, basta estarem minimamente atentos pois espelho tudo na minha cara... mas cuidado com pensamentos precepitados, pois eu estou em varekai, posso até estar na lua enquanto penso onde raio coloquei os olhos.
Gosto que dancem comigo ao som da batida, mas só um o consegue realmente fazer sem me fazer sentir constragida por nada!Já lá vão os tempos de bloqueio e de filmes, agora sou eu a realizadora de mim, não escolho nenhuma personagem para viver a minha vida, mas absorvo cada uma das que julgo interessantes para poder crescer.Só quero dizer com isto que sou merecedora de compreensão, sou agradável e simpática, mas já não convém pisar-me os pés, pois agora sou forte e digo "Give a little respect to me"!