Gosto de sentir na pele o toque de ser livre, poder ter o vento nos lábios com sabor a mirtilo e memorizar o odor da terra molhada!Acho incrivel esta minha natureza humana que emana dos meus poros ainda encardidos, esperando a renovação da água fresca.
Mantenho-me bem, sem ser necessário utilizar as forças da luz para seguir a estrada batida por tantos pisada. Mesmo sendo mestre de mim, eu sou ferida escondida e aberta. Queimo como as velas sobre papel velho e mal tratado, sou fresca como as lágrimas da morte, sou fluida como um kocas solto na mata, mas sou sobretudo essência do meu saber terreno.
Dona de imensa e profunda bagagem celestial e um eterno mapa perdido no chão de madeira com brilho opaco, eu sou apenas mais uma que quer morrer por ser preciso, mas nunca por chegar ao fim.

3 comentários:
achei a frase final absolutamente divinal, e adorei a provocação constante dos sentidos ao longo de todo o texto
sua kenga poética ^^ *kiss*
Gostei deste texto, não sei dizer ao certo o porquê, ou se houve uma parte preferida, mas acho excelente!
Acho k me identifico
beijo!
OUERCUS ET UMBRA
Intra glandem venit sucus.
Molli glans in humo sita
mox radice mota crevit.
Ramos truncus mittit novos
umbras quercus spargit primas.
Alia ex terra haec erat umbra
alio ex aevo quoque longo.
Erat etiam mitis umbra
permanantis plena odoris.
Illic aves lusitabant
illic oves quiescebant
dormiebant et serpentes.
Super vallem stitit umbra
inundavit omne pratum
involvitque totum montem
et ad nigras fauces haesit.
Semper victrix campos texit
densos et intravit muros
quibus viri se clausere.
Lente post mors coepit umbrae.
Inopina tamen floruit
superius tranquille induta
foliis viridioribus.
(Henriqueta Lisboa)
:*
Enviar um comentário