Somos todos idiotas à procura de heróisEnvoltos em romances e utopias do passado
Remexendo em sentimentos que não existem
Procurando nas listas quem possa estender a mão
Somos todos analfabetos no que toca a compreender
Alvos de censura e hierarquias tiranas
Queremos apenas ser felizes
Mas rasgamos os livros em branco
Seremos história, mas não memória
Somos cartas de meretrizes em desespero
Esperamos tragédias
Vivemos de televisores
Tentamos a glória
Pequenos momentos de goma
Ultrapassa a nossa capacidade
Protagonistas infelizes
É sempre a vez do outro
É sempre o vizinho à mesma hora
São fases e insultos
Relógios usados tirados em máquinas

1 comentário:
Excelente poema!
Enviar um comentário