sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ministérios do desrespeito

De andar mecânico e rosto azul, qual pena de pombo com a qual eu chocasse. A rebentar no peito e com os olhos cerrados desperdicei alguns anos e horas de trabalho em algo que não valia a pena. É o mesmo que pôr música a tocar e subitamente esta parar por tempo indefinido, mesmo quando precisamos dela.
São faltas de respeito e orelhas de burro que se leva por má organização. São informações erradas que fazem com que a vida das pessoas não ande por mais que o nosso corpo se esforce para que tal aconteça. Foram duas horas a mais do emprego para terminar o que nunca termina.
Odeio que me faltem ao respeito, já não há livros para reclamar que me valham à resolução da irritação que sinto. Quilómetros a pé para colocar as pernas mais moles...
Não suporto que não levantem o cu para fazer as coisas e nhénhénhés sobre a arte de mal falar do outro. Odeio quando não me deixem ferver na hora certa.
Minutos com vozes audíveis pela avenida gigante fora. Beber o café a correr e fumar um cigarro de uma só vez. Já não são as coisas poéticas que me salvam o dia. Apetece-me desistir e apertar o pescoço delas para que fiquem ainda mais com os dentinhos de fora. Vou andar até ao começo de um novo a dia a fazer algo que por 4 míseras décimas de pontinhos me vai demorar mais 3 anos a fazer? E porquê? Porque as informações tardam e falham a dias vistos.
Estou irritada. Queria estar aplicada e cheia de mérito pelo meu esforço, no entanto só quero matar as queques e os morangos com açúcar que olham para mim como se fosse a pantera negra estacionada lá fora.
Força não me há-de faltar mas não sei se a física ou a mental.

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