Conceito A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atracção, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
O Amor original
O amor, para ocorrer, não importando os níveis: se social, afectivo, paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido? Bem, de fato quase nunca pensa-se sobre isso porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afectividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em contacto e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.
A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou físico, no qual o ser dá abertura ao outro sem que sejam necessárias quaisquer obrigações ou atitudes desmeritórias ou confusas de nenhuma das partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses, mas por muitos anos, quiçá eternamente enquanto dure e mais nas lembranças e memórias.
A minha perspectiva pessoal
Amar para mim tem diversas formas de se apresentar. Pode ser amar de carinho extremo, pode ser de simples memórias que duram anos, pode ser amor de sangue, amar uma pessoa por um dia ou no momento que se conhece, tudo é possível.
Eu amo alguns dos meus amigos, um ou dois com uma força tão extrema que ultrapassam a família biológica. Amo os meus pais, não apenas porque me foi imposto isso nem pelo tempo que passo com eles, mas porque me deram coisas não materiais que não se compram. Amo a minha gata, não porque gosto de animais, mas por todos os momentos que passo com ela. Amei e amo para sempre a minha avó, foram momentos de ódio puro e de amor extremo. Amo a minha namorada que se mostra ao meu lado, que me acarinha, que tem coisas que me irritam por segundos, que tem coisas inesperadas que me fazem arrepios bons. Também me amo a mim mesma, com todos os meus defeitos.
Em resumo, amar é todo o sentimento de não egoísmo, pensado e reflectido, mas essencialmente o que vem por palavras, pensamentos, gestos e atitudes naturais. É quase que de tal forma intrínseco de mim que me confundo se o faço até enquanto durmo através de sonhos. No fundo é algo que pode magoar tanto, que nos pode pôr de cama e sem forças, vem em coisas boas e em coisas odiosas. Amar não tem uma duração ou medida imposta, nem tempo de acontecer, nem lugar... Eu acho que há tantas definições que mais vale dizer que o Amor está guardado numa caixa e se a deixar-mos aberta podemos dar e receber o que ela tem guardada. Quando morrer-mos alguém a há-de fechar.

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